quem escreve

Vitória Cardozo.

Eu nem sabia direito o que era inteligência artificial, muito menos que trabalharia com isso um dia. Saí do interior de São Paulo pra cursar Publicidade na ESPM, e o destino me trouxe pra cá do jeito mais improvável possível: um jantar de sexta em que conheci, sem saber, meu futuro chefe numa startup de IA.

Lá eu aprendi a coisa mais importante da minha trajetória: estar num lugar onde todo mundo é bom naquilo que você não é pode ser a sua maior vantagem. Eles eram ótimos em exatas, produto e tecnologia. Eu era boa em comunicação e criatividade, que era justamente o que faltava.

Foi aí que meu universo criativo começou a encontrar a tecnologia. É esse encontro que eu escrevo aqui.

Numa galeria de museu, a foto de infância da Vitória, ela de camiseta laranja, virada para trás diante de um computador de tubo, pendurada em moldura dourada monumental, com três visitantes parados diante dela
a obra · coleção particular da autora